Hospital Galileu inicia projeto “Mãos Limpas”

Prática visa a segurança do paciente no ambiente hospitalar e está diretamente ligada à redução do risco de infecções

Uma das seis metas de segurança do paciente, estabelecidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), é a correta higienização das mãos. O ato está diretamente ligado à redução do risco de infecções associadas aos cuidados em saúde.

Com o objetivo de disseminar essa prática entre a equipe assistencial, o Hospital Público Estadual Galileu (HPEG), em Belém, lança o projeto “Mãos Limpas”. A iniciativa é do Núcleo de Educação Assistencial (NEAS), em conjunto com o Serviço de Controle e Higienização das Mãos (SCIH) e o Grupo de Higienização das Mãos da unidade.

A ação, iniciada neste mês de novembro, será uma prática contínua dentro da unidade, que é gerenciada pela Pró-Saúde. Para Danielly Nobre, Enfermeira responsável pelo NEAS, a criação do projeto se deu a partir da necessidade de criar estratégias inovadores que pudessem estimular os profissionais de saúde na higienização das mãos.

“A primeira etapa da implantação do projeto foi apresentá-lo nas unidades assistenciais, por meio de um vídeo educativo sobre higienização das mãos, motivando a adesão ao projeto “Mãos limpas, o cuidado é seguro”. Inicialmente a ação foi direcionada para Enfermeiros e Técnicos de Enfermagem”, explica Danielly.

Para que o trabalho possa ser efetuado e mensurado, é necessário realizar a observação comportamental entre os profissionais envolvidos, durante o atendimento aos usuários. Mensalmente, esses dados são analisados, apresentados e discutidos, para entender como as práticas estão sendo aderidas e o que pode ser melhorado.

“Para conquistar o certificado “Mãos Limpas, aqui o cuidado é seguro”, a unidade assistencial deve alcançar, no mínimo, 72% da taxa de adesão da higiene das mãos durante todos os procedimentos na unidade”, finaliza Danielly.

“A adesão da higienização das mãos é uma prática que visa, principalmente, a segurança do paciente dentro do ambiente hospitalar. Por isso, sempre alertamos todos da equipe a praticarem o ato. O projeto vem incentivar justamente isso”, ressalta Vanessa Cunha, Enfermeira da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do HPEG, um dos setores vencedores da premiação.

Higiene correta das mãos

Dentro de um ambiente hospitalar, existem instruções específicas para a lavagem correta das mãos. A enfermeira do SCIH, Carla Queiroz, explica maneiras eficazes para a higienização correta.

“É importante retirar anéis, pulseiras, relógios ou qualquer outro adorno, antes de iniciar a lavagem, pois pode haver o acúmulo de sujeira nesses objetos. Lembrar, também, de higienizar áreas como pontas dos dedos, embaixo das unhas, entre os dedos e polegar que são, em geral, negligenciados”.

Além disso, a Enfermeira orienta os cinco momentos em que a higienização deve ser feita: antes do contato com o paciente e da realização de procedimentos assépticos, após o risco de exposição a fluidos corpóreos e também após o contato com o paciente e com áreas próximas.

Sobre o HPEG

O Hospital Público Estadual Galileu (HPEG) é uma unidade de retaguarda, que atende média e alta complexidades, e presta assistência hospitalar em traumato-ortopedia, clínica médica e cardiologia. O hospital, localizado na Rodovia Mário Covas, nº 2253, é gerenciado pela Pró-Saúde Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar, sob contrato de gestão Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (SESPA).

Sobre a Pró-Saúde

A Pró-Saúde é uma entidade filantrópica que realiza a gestão de serviços de saúde e administração hospitalar há mais de 50 anos. Seu trabalho de inteligência visa a promoção da qualidade, humanização e sustentabilidade. Com 16 mil colaboradores e mais de 1 milhão de pacientes atendidos por mês, é uma das maiores do mercado em que atua no Brasil. Atualmente realiza a gestão de unidades de saúde presentes em 22 cidades de 12 Estados brasileiros — a maioria no âmbito do SUS (Sistema Único de Saúde). Atua amparada por seus princípios organizacionais, governança corporativa, política de integridade e valores cristãos.

A criação da Pró-Saúde fez parte de um movimento que estava à frente de seu tempo: a profissionalização da ação beneficente na saúde, um passo necessário para a melhoria da qualidade do atendimento aos pacientes que não podiam pagar pelo serviço. O padre Niversindo Antônio Cherubin, defensora gestão profissional da saúde e também pioneiro na criação de cursos de Administração Hospitalar no País, foi o primeiro presidente da instituição.