Paciente grave evolui para alta no Hospital Galileu e família participa de capacitação para os cuidados em casa

Esperança e determinação são palavras fortes. E palavras que podem descrever bem o que Pedro Gonçalves, de 70 anos, está passando. Há quase um ano, ele foi atropelado por uma moto que resultou em um estado de saúde gravíssimo e uma internação na UTI (Unidade de Terapia Intensiva), primeiramente no Hospital Metropolitano e em seguida no Hospital Público Estadual Galileu (HPEG), em Belém, unidades do Governo do Estado do Pará.

Após dez meses de acompanhamento por médicos, enfermeiros e toda a equipe multiprofissional do HPEG, Pedro já apresenta uma melhora significativa em todos os aspectos e terá alta hospitalar nesta sexta-feira (26). Pensando em garantir a reabilitação do paciente, mesmo após essa alta médica, o HPEG promove o Projeto Âncora, que leva orientações aos acompanhantes dos pacientes sobre os cuidados básicos necessários que precisarão ter em casa para garantir a continuidade da recuperação.

“O objetivo do projeto Âncora é manter o tratamento e os cuidados devidos em casa. Para isso, a equipe identifica potenciais acompanhantes para a realização desses cuidados e o capacitamos por meio de orientações como a troca de curativos, mudança de posições, horários das medicações e outras medidas simples porém importantes. Esse paciente se sentirá mais confortável por já estar em casa e sob os cuidados de um acompanhante”, explica Saulo Mengarda, diretor Hospitalar do HPEG.

Para a equipe médica, Pedro superou todas as expectativas na sua evolução clínica. “Ele era um paciente muito debilitado que conseguiu alcançar funções motoras de formas surpreendentes. A partir de agora, serão pequenos detalhes que irão garantir a melhora do paciente”, disse a Dra. Bruna Santos, clínica geral que acompanhou Pedro durante sua internação na UTI do hospital.

A equipe do Hospital Galileu, que é gerenciado pela Pró Saúde Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar, garantiu que o paciente seja cadastrado no projeto “Melhor em casa”, uma iniciativa do Ministério da Saúde que proporciona a esse paciente atendimentos de enfermeiros, médicos, terapeutas ocupacionais e fisioterapeutas. “Todo o encaminhamento para o programa foi feito para que haja esse acompanhamento profissional quando seu Pedro estiver em casa”, explica Rebeca Moreira, psicóloga do HPEG.

Gabriel Richard, filho de seu Pedro, já se sente preparado para cuidar do pai quando chegar em casa. “As médicas e enfermeiras nos ensinaram os cuidados básicos que devemos fazer e já temos uma boa base para cuidar dele”, disse.

Mesmo com a alta hospitalar, levando em consideração seu estado de saúde delicado, Pedro ainda precisará retornar ao hospital para atendimentos ambulatoriais. Com a evolução do paciente, todos acreditam que, em breve, Pedro estará totalmente recuperado.

Sobre o HPEG

O hospital Público Estadual Galileu (HPEG) é uma unidade de retaguarda que atende baixa e média complexidades, e presta assistência hospitalar em trauma-ortopedia, clínica médica e Cardiologia. O hospital está localizado na Rodovia Mário Covas, nº 2253. A unidade é gerenciada pela Pró-Saúde Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar, sob contrato de gestão Secretaria de Saúde do Estado do Pará (SESPA).

Sobre a Pró-Saúde

A Pró-Saúde é uma entidade filantrópica que realiza a gestão de serviços de saúde e administração hospitalar há mais de 50 anos. Seu trabalho de inteligência visa a promoção da qualidade, humanização e sustentabilidade. Com 16 mil colaboradores e mais de 1 milhão de pacientes atendidos por mês, é uma das maiores do mercado em que atua no Brasil. Atualmente realiza a gestão de unidades de saúde presentes em 23 cidades de 11 Estados brasileiros — a maioria no âmbito do SUS (Sistema Único de Saúde). Atua amparada por seus princípios organizacionais, governança corporativa, política de integridade e valores cristãos.

A criação da Pró-Saúde fez parte de um movimento que estava à frente de seu tempo: a profissionalização da ação beneficente na saúde, um passo necessário para a melhoria da qualidade do atendimento aos pacientes que não podiam pagar pelo serviço. O padre Niversindo Antônio Cherubin, defensor da gestão profissional da saúde e também pioneiro na criação de cursos de Administração Hospitalar no País, foi o primeiro presidente da instituição.