Cultura de segurança do trabalho é disseminada no Hospital Galileu

Com o intuito de disseminar uma cultura de segurança dentro do Hospital Público Estadual Galileu (HPEG), os novos membros da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa) da unidade, que tomaram posse em novembro de 2017, reformularam a blitz realizada no hospital e acrescentaram novos pontos de avaliação ao formulário. A blitz, que agora é mensal, foi realizada pela primeira vez no ano, no dia 17/1, e avaliou tanto a estrutura física e elétrica de todos os setores, quanto a utilização dos equipamentos de proteção individual (EPIs) por parte dos colaboradores da Pró-Saúde Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar, entidade que gere a unidade.

Para o auxiliar de Almoxarifado do hospital, André Ferreira, a medida traz mais segurança aos colaboradores de que estão trabalhando em um ambiente seguro, com equipamentos em boas condições e EPIs de acordo com a função. “Essa blitz é muito boa, é uma segurança a mais que a gente tem de que estamos fazendo tudo da forma correta, equipamentos de proteção, estrutura do local de trabalho, porque sabemos que se esquecemos alguma coisa, algum equipamento de proteção que tínhamos que usar, eles vão nos orientar em relação a isso”, afirmou.

Membro da comissão, a enfermeira assistencial do HPEG, Danielly Nobre, ressaltou que as estratégias adotadas pela nova gestão da Cipa visam melhorar cada vez mais o ambiente de trabalho do colaborador e prevenir acidentes. “Faremos a blitz sempre um ou dois dias antes da reunião da Cipa, para que no momento da reunião possamos discutir os pontos que foram identificados e traçar ações de melhoria para a equipe e para o hospital como um todo”, explicou.

Durante a blitz do mês de janeiro, a comissão parabenizou o auxiliar de Higienização, Luciano Nunes, ao identificar que o colaborador, que cuida dos jardins da unidade, utilizava todos os EPIs necessários para a função que executa: avental, camisa térmica de manga longa, luvas, óculos de proteção, botas, chapéu e protetor solar, além do capacete no momento da poda.

“Nunca tive nenhum acidente de trabalho aqui, e nem na outra empresa em que trabalhei durante 16 anos, porque tenho o maior cuidado, uso todos os equipamentos de proteção, pois sei que é para o meu bem”, declarou Luciano, reiterando que sempre chama atenção dos colegas para que utilizem o EPI. “Muitas vezes eu chamo atenção dos amigos que vejo sem equipamento de proteção, porque é importante usar, é para a nossa proteção”, completou.

O EPI além de proteger os colaboradores individualmente, reduz os riscos de acidentes e é fornecido gratuitamente pela unidade. Porém, cabe ao colaborador utilizar o equipamento e seguir as normas de segurança.

Acidentes de Trabalho – dezembro

No mês de dezembro, a unidade registrou quatro acidentes de trabalho, todos com materiais perfurocortantes, sendo dois no centro cirúrgico e dois na clínica amarela, o que reforça a importância da utilização dos EPIs e da atenção dos colaboradores durante o manuseio de agulhas.