Violência contra a mulher é tema de palestra no Hospital Galileu

Assuntos relacionados à Lei Maria da Penha, tipos de violência e formas de denúncias foram trazidos à tona pela equipe de assistência social da Unidade

Em alusão a campanha “Agosto Lilás”, sobre a importância da prevenção e do enfrentamento à violência contra mulher, a equipe de assistentes sociais do Hospital Público Estadual Galileu (HPEG), em Belém (PA), vem promovendo conversas e debates sobre o tema.

Entre o público-alvo da ação, estavam pacientes e acompanhantes, e a iniciativa integra o planejamento multiprofissional do hospital, com o objetivo de trazer assuntos de interesse social para promover a conscientização sobre temas importantes.

A interação entre os pacientes e seus acompanhantes é grande durante a atividade. De uma forma leve e descontraída, cada participante pode escrever em um papel o que pensa sobre o tema e compartilhar com os colegas. Acompanhando o filho, que está internado no HPEG há uma semana, Raimunda da conceição participou da ação e mostrou que conhece o assunto.

“Sei que existem muitas mulheres que passam por isso e não denunciam por medo. Por isso, o assunto é importante e precisa ser divulgado por todos, já que precisamos saber onde buscar ajuda. Eu conheço a Lei Maria da Penha e sei da sua importância para nós, mulheres”, explica Raimunda.

A Lei Maria da Penha entrou em vigor no dia 22 de setembro de 2006, seu principal objetivo é coibir atos de violência doméstica contra a mulher. O nome da lei é baseado no caso de Maria da Penha Maia Fernandes, que foi vítima de violência causada, na época, pelo seu marido.

A importância do debate

Para Andresa Carvalho, assistente social do HPEG, é importante inserir o debate sobre à violência contra a mulher em todos os ambientes, inclusive, o hospitalar. “Temos como foco combater a violência doméstica e que enquadra a violência sexual, moral, física, psicológica e patrimonial. O objetivo principal é disseminar essas informações e colaborar para a redução da violência”, ressalta.

Um recente relatório produzido pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), mostra um aumento em casos de feminicídio entre março e abril deste ano, em 12 estados do país. O documento evidencia que, no período de pandemia, a violência doméstica contra a mulher aumentou consideravelmente. O estudo tem como referência dados coletados nos órgãos de segurança dos estados brasileiros.

A luta contra a violência acontece diariamente e mobiliza diversas pessoas pelo país. Grupos se reúnem e desenvolvem trabalhos de conscientização em vários ambientes públicos e privados. No Hospital Galileu, unidade mantida pelo Governo do Estado e gerenciada pela Pró-Saúde, ações educativas são realizadas mensalmente entre pacientes, acompanhantes e colaboradores.

Como denunciar?

Em Belém, existem canais de denúncia para casos de violência contra a mulher e que podem ser acionados a qualquer hora do dia. São eles: WhatsApp do disque denúncia (91) 98115-9181; Centro Integrado de Operações (CIOP) 190 ou procure a delegacia mais próxima de sua casa.