Hospital Galileu promove economia de R$ 135 mil com projeto de farmacoeconomia

O projeto também traz benefícios assistenciais voltados ao paciente

A substituição de medicamentos injetáveis por orais vem demonstrando resultados econômicos no Hospital Público Estadual Galileu (HPEG), em Belém. A farmacoeconomia – como é conhecida, otimiza gastos financeiros com medicamentos sem gerar prejuízo ao tratamento do paciente.

Implantado em maio de 2019, o projeto gerou uma economia de mais de R$ 135 mil reais ao HPEG, unidade do Governo do Pará, sendo gerenciada pela Pró-Saúde desde 2014. Inicialmente, uma equipe composta por médicos e farmacêuticos realizou o estudo de uma medicação anti-inflamatória para o tratamento de dor leve ou moderada.

“Comparamos os custos do tratamento com as apresentações oral e injetável. Em maio de 2019, o custo médio de uma dose oral do anti-inflamatória correspondia a R$ 0,38, enquanto uma dose injetável do mesmo item custava R$4,70. Com a substituição, a economia seria de R$ 4,32”, explica a farmacêutica Jéssica Barbosa.

Os resultados começaram a aparecer um mês após a implantação do projeto. Em junho de 2019, o consumo do medicamento havia reduzido em 5%, representando uma economia de R$ 1.164,74. Em agosto do mesmo ano, a meta de redução chegou em 20%. “A substituição é feita de acordo com o perfil de cada paciente e não comprometerá o seu tratamento”, pondera Jéssica.

Com a efetividade e resultados positivos do projeto, outros medicamentos passaram a fazer parte do plano econômico. Após a implantação desses novos medicamentos, a economia gerada atingiu R$ 135 mil entre maio de 2019 até agosto de 2020.

Para Patrícia Hermes, diretora financeira da instituição, o projeto vai além de uma economia gerada ao hospital. “A proposta do projeto é ofertar o cuidado aos usuários da melhor forma possível, garantindo reflexos financeiros e assistenciais. Com a substituição, percebemos também a diminuição de exposição e consequente redução da incidência de flebites (casos de inflamações nas veias durante o acesso)”, ressalta.

Recurso voltado como investimento

Os recursos economizados são utilizados em outras ações dentro da Unidade. “A economia gerada permite investimentos e melhorias dos processos, capacitação da equipe e práticas sociais voltadas ao público que utiliza os serviços oferecidos pelo hospital”, finaliza Patrícia.

Sobre a Pró-Saúde

A Pró-Saúde é uma entidade filantrópica que realiza a gestão de serviços de saúde e administração hospitalar há mais de 50 anos. Seu trabalho de inteligência visa a promoção da qualidade, humanização e sustentabilidade.
Com 16 mil colaboradores e mais de 1 milhão de pacientes atendidos por mês, é uma das maiores do mercado em que atua no Brasil. Atualmente realiza a gestão de unidades de saúde presentes em 23 cidades de 11 Estados brasileiros — a maioria no âmbito do SUS (Sistema Único de Saúde). Atua amparada por seus princípios organizacionais, governança corporativa, política de integridade e valores cristãos.