Hospital Galileu e Metropolitano mobilizam a sociedade para doação de sangue

Na semana em que é celebrado o Dia Nacional de Doação de Sangue, dois hospitais públicos do Pará se unem para conscientizar a população sobre a importância da doação como forma de salvar vidas.

O Hospital Público Estadual Galileu, em Belém, e Hospital Metropolitano de Urgênci

a e Emergência, em Ananindeua, ambos gerenciados pela Pró-Saúde, sob contrato de gestão com a Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (Sespa), realizaram nesta quinta e sexta-feira, 28 e 29/11, Caravanas Solidária para Doação de Sangue.

A ação, organizada pelos setores de Humanização e Agência Transfusional dos hospitais, tiveram como objetivo a captação de pessoas interessadas em realizar o ato de solidariedade. Ao todo, 35 voluntários estiveram presentes no Hemopa, contribuindo com a captação de 35 bolsas de sangue que podem ajudar mais de 140 pessoas.

Marcos Vinícius foi um dos doadores e a sua participação fez pensar na ajuda ao próximo. “Doar sangue é um ato de amor e generosidade. Um gesto simples, mas que pode mudar a vida de uma pessoa que esteja precisando”, comenta.

Os dois hospitais recebem mensalmente o estoque de bolsas de sangue, cedidas pela Fundação Centro de Hematologia e Hemoterapia do Pará (Hemopa). A Enfermeira Manuely Souza, responsável pela Agência Transfusional no HPEG, destaca a importância da doação. “A doação de sangue é um gesto de manutenção da vida. Por isso, estamos sempre incentivando nossos colaboradores a participarem de ações solidárias como essa”, disse.

Pela primeira vez o Hospital Metropolitano dedicou uma semana para promover uma Campanha de Doação de Sangue. Devido ao perfil do hospital, de alta e média complexidades, a reserva de produtos gerados pelo serviço de hemoterapia precisa estar em alta para atender a demanda de atendimento.

“A agência transfusional trabalha em parceria com os setores de humanização psicossocial e projetos sociais através de ações educativas para captar doadores de sangue e, assim, garantir a manutenção do estoque. Por meio de um doador, é possível obter quatro bolsas de sangue”, explica Larissa Mendes, Supervisora da Agência Transfusional do Metropolitano.

De acordo a assistente social Rosicleide Lima, do Hemopa, a mobilização que os hospitais promovem é essencial para propagar a campanha. “Em período de festividades muitas pessoas viajam e, consequentemente, os estoques diminuem no hemocentro. Por meio das parcerias, os hospitais mobilizam diversos voluntários, o que faz muita diferença na captação de bolsas”, destaca.

A diretora Hospitalar do HPEG, Stéphanie Valdívia, ressalta como essas ações solidárias já fazem parte da rotina da unidade. “Para nós, a promoção e incentivo de ações como a caravana de doação de sangue, vêm de encontro com nossos princípios institucionais de humanização e solidariedade. Nos orgulhamos e agradecemos a todos que, voluntariamente, participaram da ação”, conclui.

Quem pode doar sangue?Pessoas em bom estado de saúde, entre 16 e 69 anos e acima de 50 quilos. Menores de idade precisam de autorização dos pais. É necessário portar documento de identidade original e com foto e não precisa estar em jejum.

Sobre a Pró-Saúde

A Pró-Saúde é uma entidade filantrópica que realiza a gestão de serviços de saúde e administração hospitalar há mais de 50 anos. Seu trabalho de inteligência visa a promoção da qualidade, humanização e sustentabilidade. Com 16 mil colaboradores e mais de 1 milhão de pacientes atendidos por mês, é uma das maiores do mercado em que atua no Brasil. Atualmente realiza a gestão de unidades de saúde presentes em 22 cidades de 12 Estados brasileiros — a maioria no âmbito do SUS (Sistema Único de Saúde). Atua amparada por seus princípios organizacionais, governança corporativa, política de integridade e valores cristãos.

A criação da Pró-Saúde fez parte de um movimento que estava à frente de seu tempo: a profissionalização da ação beneficente na saúde, um passo necessário para a melhoria da qualidade do atendimento aos pacientes que não podiam pagar pelo serviço. O padre Niversindo Antônio Cherubin, defensora gestão profissional da saúde e também pioneiro na criação de cursos de Administração Hospitalar no País, foi o primeiro presidente da instituição.