Pró-Saúde anuncia programa de inteligência de dados para captar e engajar voluntários

Durante segunda edição de Encontro de Líderes de Voluntariado, instituição projetou ampliação do Programa de Voluntariado

A Pró-Saúde projeta para 2020 a ampliação de seu Programa de Voluntariado, com foco no envolvimento e na participação da comunidade nos hospitais que gerencia por todo o país.

Com um histórico aproximado de 600 voluntários atuantes desde quando foi lançado, em 2016, a instituição debateu o tema durante a segunda edição de Líderes de Voluntariado, realizada na capital paulista, nesta quarta-feira (27/11), data que marcou o terceiro aniversário do programa.

Além da exposição de cases e da participação de profissionais que atuam em outras instituições, como o Hospital Israelita Albert Einstein e a Liga Solidária, a Pró-Saúde promoveu uma reflexão sobre os benefícios sociais alcançados pela atividade voluntária.

“Acreditamos que o brasileiro é um povo extremamente solidário, disposto a ajudar ao próximo”, resumiu monsenhor Antônio Robson Gonçalves, primeiro vice-presidente da Pró-Saúde, que realizou a abertura do encontro.

Trata-se de uma percepção amparada por dados científicos. O mais recente estudo realizado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), mostra que o trabalho voluntário tem aumentado no país.

Em 2017, a pesquisa Outras Formas de Trabalho apontou que 7,4 milhões de pessoas — 4,4% da população com idades a partir de 14 anos — realizaram algum tipo de trabalho voluntário. O aumento em relação a 2016 foi de 12,9%.

“Esses dados mostram que a Pró-Saúde está atenta a esse interesse da população brasileira em se dedicar à solidariedade”, comentou Regina Victorino, gerente corporativa de Filantropia da Pró-Saúde.

Ela destacou o potencial estratégico do Programa de Voluntariado da entidade, que realiza a gestão de 25 hospitais em 12 estados, além de quatro Centros de Educação Infantil na periferia da capital Paulista, onde são atendidas mais de 750 crianças.

“Por mês, 16 mil colaboradores que atuam nos hospitais gerenciados pela Pró-Saúde atendem mais de 1,1 milhão de pessoas — ou seja, há uma grande oportunidade de expansão do Programa de Voluntariado”, disse Regina.

Durante o encontro, os líderes de voluntariado da Pró-Saúde avaliaram que o primeiro passo da estratégia do programa foi alcançado.

“Em pouco mais de um ano, conseguimos estruturar os fundamentos do programa, criando procedimentos objetivos que visam a formalização e capacitação dos voluntários para atuar no amparo aos doentes e no envolvimento social a partir da realização de diversas atividades”, comentou Regina.

Para o próximo ano, a Pró-Saúde revelou que está desenvolvendo uma inteligência que vai reunir todos os dados relativos ao perfil, atividade e desempenho dos voluntários.

“Assim, será possível produzir informações precisas sobre a expectativa, a disponibilidade e a vocação dos voluntários em ação”, afirmou o coordenador corporativo de Tecnologia da Informação da Pró-Saúde, Flavio Arantes.

Neste contexto, a gerente de Filantropia acrescentou que, “conhecendo o perfil dos voluntários, a instituição terá condições de evoluir de maneira mais assertiva e estratégica, contemplando o bom desempenho das tarefas para os beneficiados e, também, a satisfação plena de quem se dedica voluntariamente ao outro”.

Um dado interessante revelado pela pesquisa do IBGE mostra que o perfil dos voluntários brasileiros é composto, prioritariamente, por mulheres que, além de todas as atividades que desempenham no dia a dia, dedicam tempo para a solidariedade.

No universo pesquisado, os que desenvolviam atividades voluntárias em 2017 eram 5,1% das mulheres e 3,5% dos homens, dado observado em todas as grandes regiões.

O encontro

Captação e engajamento de voluntários são dois dos principais desafios relatados por instituições que implantam programas dessa natureza.

Com mais de 30 anos de experiência, Telma Sobolh, presidente do Voluntariado no Hospital Israelita Albert Einstein, observou que é necessário estar atento à expectativa dos voluntários. “São pessoas interessadas em cumprir um papel social relevante para quem precisa.”

Priscila Rodrigues, gerente do Voluntariado da Liga Solidária, destacou a importância de orientar as pessoas no cumprimento das tarefas. “O voluntário precisa ter a exata dimensão do seu papel diante da atividade que irá desempenhar”, afirmou.

Várias unidades da Pró-Saúde que desenvolvem Programas de Voluntariado compartilharam cases. Um deles, protagonizado pelo Hospital Materno-Infantil de Barcarena (PA), apresentou uma experiência que usou a cultura para abordar a importância de uma unidade hospitalar para a comunidade.

O hospital promoveu a exposição fotográfica itinerante “Eu, depois de ti”, com imagens de mães e bebês nascidos no Materno-Infantil de Barcarena. Foi um trabalho comovente feito, voluntariamente, pelo talentoso fotógrafo paraense Otávio Henriques.

“O fotógrafo Otávio Enriques participou de todo o processo de captação do Programa de Voluntariado da Pró-Saúde, foi selecionado e se engajou no projeto”, comentou Stéphanie Valdívia, à época, diretora Hospitalar da unidade.

O resultado, disse ela, foi muito gratificante porque, “além de valorizar a cultura local, promovendo o pertencimento, criamos uma relação de fidelização com o profissional”.

O encontro também compartilhou a experiência do CECAN (Centro de Convivência e Apoio ao Paciente com Câncer), em Mogi das Cruzes (SP), que possui mais de 100 voluntários em atividade.

Sandra Venturelli, supervisora Clínica, falou sobre a importância de capacitar o voluntário para as ações. “Os voluntários precisam ter a dimensão real da atividade para poder alcançar a expectativa das pessoas atendidas”, disse.

Ao final do Encontro de Líderes do Voluntariado da Pró-Saúde, o presidente da Instituição, dom Eurico dos Santos Veloso, mesmo não podendo estar presente no evento, falou com o público por meio de uma vídeochamada.

“O voluntariado faz parte da missão institucional da Pró-Saúde. É uma atividade valorosa tanto para quem desempenha quanto para quem recebe. Devemos promover esta ação, com profissionalismo e responsabilidade, em benefício das pessoas que a Pró-Saúde atende diariamente”, afirmou.

No site da instituição, é possível se cadastrar no Programa de Voluntariado (https://bit.ly/2rxUSdV).

Sobre a Pró-Saúde

A Pró-Saúde é uma entidade filantrópica que realiza a gestão de serviços de saúde e administração hospitalar há mais de 50 anos. Seu trabalho de inteligência visa a promoção da qualidade, humanização e sustentabilidade. Com 16 mil colaboradores e mais de 1 milhão de pacientes atendidos por mês, é uma das maiores do mercado em que atua no Brasil. Atualmente realiza a gestão de unidades de saúde presentes em 22 cidades de 12 Estados brasileiros — a maioria no âmbito do SUS (Sistema Único de Saúde). Atua amparada por seus princípios organizacionais, governança corporativa, política de integridade e valores cristãos.

A criação da Pró-Saúde fez parte de um movimento que estava à frente de seu tempo: a profissionalização da ação beneficente na saúde, um passo necessário para a melhoria da qualidade do atendimento aos pacientes que não podiam pagar pelo serviço. O padre Niversindo Antônio Cherubin, defensor da gestão profissional da saúde e também pioneiro na criação de cursos de Administração Hospitalar no País, foi o primeiro presidente da instituiçã