Hospital Galileu recebe última feira de empreendedorismo do ano com mães de pacientes do Oncológico Infantil

O hall da recepção do Hospital Público Estadual Galileu (HPEG), em Belém (PA), recebeu nesta quinta-feira, 6/12, o último “Canto da Empreendedora” do ano. A Feira de Empreendedorismo, que é realizada desde setembro de 2017, e é totalmente voltada para incentivar a geração de renda extra entre as mães de pacientes em tratamento no Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo encerra o ano com um balanço positivo.

“Ao longo do ano de 2018, captamos mais mães para fazer parte do ‘Canto da Empreendedora’ e elas têm tido um resultado positivo, ficam felizes, e nós ficamos também. Esse ano também começamos a realizar edições do projeto no Hospital Galileu, o que foi excelente para elas e já temos a intenção de expandir para outros hospitais geridos pela Pró-Saúde”, explicou a brinquedista do setor de Humanização do Oncológico Infantil, Elizabeth Cabeça.

O Hospital Galileu abriu as portas para o projeto do Oncológico Infantil desde setembro deste ano. Ambos hospitais são geridos pela Pró-Saúde Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar, sob contrato de gestão com a Secretária de Estado de Saúde Pública (Sespa).

“Acredito que essa troca de experiências tem sido muito positiva e atuado como mais uma iniciativa de humanização para a nossa Unidade também”, afirmou o diretor Hospitalar do Hospital Galileu, Saulo Mengarda.

Para as mães das crianças em tratamento oncológico, fica o saldo positivo financeiro a cada edição da Feira, a melhoria na autoestima, e a alegria de ver que o projeto deu certo e se firmou ao longo do ano. A aposentada Onita Mendes, de 61 anos, avó de Pedro Henrique Oliveira de Mendes, de 7 anos, que faz tratamento no Oncológico Infantil desde 2017, não pensa mais em parar de participar da feira.

“Quando me chamaram para participar eu não trabalhava com vendas de produtos, nem pensava nisso. Foi o ‘Canto da Empreendedora’ que chamou a minha atenção de que eu poderia fazer isso, já que eu sabia fazer bolos e comidas em geral, e sempre gostei de fazer para a minha família”, conta ela.
Onita começou a participar da Feira ainda em 2017 e a ideia de vender comida deu certo. Hoje, é uma renda a mais com a qual ela conta todo mês. “A proposta é muito boa e quanto mais a Feira se expande para outros hospitais é melhor, é um desafio”, conclui.